quinta-feira, 28 de abril de 2016

Barretos/SP - Repasses ao Instituto de Previdência geram polêmica na Câmara

Barretos/SP - Repasses ao Instituto de Previdência geram polêmica na Câmara
LEGISLATIVO: Vereadores participaram no dia 25 de abril da última sessão ordinária deste mês
Assessoria Câmara
Vereadores apresentaram requerimentos e uma sugestão para abertura de CPI

Os repasses ao Instituto de Previdência geraram polêmicas e questionamentos na Câmara. Quatro vereadores apresentaram requerimentos questionando o Executivo sobre o tema.  O vereador Juninho Leite (PTB) solicitou cópias dos cinco últimos cálculos atuariais  realizados pelo Instituto de Previdência e confirmou que já tem seis assinaturas necessárias para abertura de uma nova CPI para tratar do assunto. Esse cálculo é o método que  determina o montante de recursos e de contribuições necessárias ao pagamento de aposentadorias e pensões. “Está mais que provado que o prefeito não está pagando nem a parte patronal e nem dos funcionários e com isso está gerando déficit de R$ 2 milhões por mês. O Instituto chegou a ter R$ 60 milhões aplicados e agora tem R$ 40 milhões o que prova que está perdendo juros e correções e mexendo no capital”, disse Juninho Leite.

Ele comentou que se confirmarem as assinaturas, nas próximas sessões deverá compor comissão para investigar especificamente se os repasses não foram de fato efetuados. O petista Adilson Ventura de Mello disse que no dia 8 de abril uma reunião entre conselho administrativo e conselho fiscal comprovaram que os 11% da folha de pagamento dos servidores não foram repassados ao Instituto. “Estou solicitando cópias dessas atas e se não houve o repasse vou entrar com ação na Justiça”, revelou. André Rezek (PMDB) destacou que o Instituto de Previdência é a maior dívida do município e que o atual governo pagou integralmente os repasses nos dois primeiros anos de gestão. “Realmente tivemos alguns atrasos e estamos levantando esses valores e o grande problema são os aportes que vieram em virtude de em oito anos serem pagos quatro ou cinco meses”, declarou.

O peemedebista defende conversas de todas as partes ligadas ao assunto para chegar a um consenso.  “Nos próximos anos será impossível pagar essa dívida e precisamos pensar em algo a fazer para que o Instituto não mate o município de Barretos”, ponderou. Já Carlão do Basquete (PROS) sugere a contratação de consultoria especializada em previdência social. “Esse problema se arrasta e não é dessa administração e com o sistema criado no Brasil não tem como dar certo. As prefeituras estão condenadas a quebrar”, opinou. O vereador disse que, em conversa com o prefeito Guilherme Ávila, foi explicado que a parte dos servidores será repassada à autarquia sem parcelamento. O Poder Executivo deverá ainda estudar uma forma de fazer os repasses da parte patronal. “Precisamos buscar em outras cidades onde está dando certo o Instituto ou procurar empresas que possam  vir a Barretos nos mostrar alguma solução”, finalizou.


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