terça-feira, 3 de maio de 2016

Barretos/SP - Prefeito considera Instituto de Previdência maior problema da administração

Barretos/SP - Prefeito considera Instituto de Previdência maior problema da administração
OPINIÃO: Prefeito Guilherme Ávila defende que regras da Previdência Social devem ser mudadas em nível federal 

Tininho Junior
Chefe do Executivo admitiu alguns atrasos, mas disse que tem cumprido obrigações

O prefeito Guilherme Ávila considera o Instituto de Previdência o maior problema da administração municipal. “Sem sombra de dúvida todos os outros problemas somados não dão o  do Instituto não por culpa só do prefeito, mas porque ao longo de várias gestões os recursos não foram repassados”, disse Guilherme em entrevista à rádio O Diário FM. O chefe do Executivo analisa que com relação à  Previdência Social boa parte dos impostos pagos  cobrem primeiramente  o rombo e o que sobra vai para investimentos.

Segundo ele, em Barretos, ao longo dos anos os recursos não foram repassados e essa obrigação foi imposta para gestões futuras. “Nunca em nenhum ano conseguiu-se colocar mais recursos do que nesses 3 anos só que não é suficiente pelas regras da Previdência Social onde se exige um valor muito alto de contribuição”, disse. Ele acrescentou que hoje o servidor contribui com 11% daquilo que recebe para o Instituto. A prefeitura contribui com mais 12% da folha de pagamento e arca com aporte extra de 45% na folha. “É como se hoje pegássemos R$ 5 milhões por mês além do que temos que colocar no Instituto. Não existem recursos para isso a não ser que tire  da educação, saúde, infraetrutura, pavimentação e isso é impossível de fazer”, analisou.

O prefeito frisou que os repasses não foram efetuados adequadamente em administrações anteriores causando um déficit atuarial. “O Ministério da Previdência faz um cálculo de forma absurda é como se daqui 30 anos todos os funcionários da prefeitura estivessem aposentados e não tivesse ninguém na ativa. Esse cálculo precisa ser mudado em nível nacional e só depois disso equaciona em parte a questão do Instituto”, argumentou. O chefe do Executivo admitiu atrasos neste ano entre um e dois meses, mas que serão regularizados. “Na gestão passada os repasses foram parcelados várias vezes e nós nunca parcelamos”, declarou.

De acordo com ele, a prefeitura arca com os aportes mensais que comprometem a sobra de recursos para investimentos no município. “Estamos cumprindo com nossas obrigações podem ter atrasos de um ou dois meses, mas mesmo pagando a dívida ela é aumentada ano a ano. São regras da Previdência e não sou eu que resolvo esse problema nem serão os próximos prefeitos, precisamos de esforços em nível federal para que isso seja equacionado”, finalizou.

LEGISLATIVO: Quatro requerimentos apresentados na sessão da Câmara de 25 de abril questionam o Executivo sobre a situação da autarquia. O vereador Juninho Leite (PTB) sugeriu a abertura de uma CPI.

Fonte> http://www.odiarioonline.com.br/

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