terça-feira, 16 de agosto de 2016

Florianópolis/SC - Greve em Florianópolis chega a uma semana; previdência vai a votação

Florianópolis/SC - Greve em Florianópolis chega a uma semana; previdência vai a votação
Conforme prefeitura, projeto será analisado na quarta por vereadores.
Assembleia de sindicato decidiu manter greve e pressionar na Câmara.
Do G1 SC
Trabalhadores em greve fizeram ato em frente à Câmara de Vereadores nesta segunda (15)
(Foto: Sintrasem/Divulgação)

O secretário de administração de Florianópolis, Ivan Grave, informou nesta segunda (15) que o projeto de lei número 1.560/2016, que altera a previdência dos servidores municipais, deve entrar na pauta da Câmara de Vereadores na quarta (17). Nesta segunda, a greve municipal completa uma semana.
"O projeto estava em sobrestado, já tinha passado por todas as comissões necessárias mas tinhamos solicitado que ele ainda não fosse votado. Agora solicitamos que ele voltasse a pauta de votação", disse Grave.
Conforme o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem), uma assembleia no início da tarde desta segunda deliberou pela pressão na Câmara de Vereadores pela derrubada da pauta. A greve continua.

Medida judicial
Ainda na manhã desta segunda-feira (15), o Sintrasem recebeu a notificação judicial que obriga todos os serviços essenciais do município sejam atendidos com o mínimo obrigatório definido por lei, expedida na sexta-feira (12).

O sindicato diz que já cumpre com 30% de efetivo nas UPAs do município, no atendimento de urgência e emergência, além de cemitérios. Ao G1, a assessoria do sindicato informou que outras áreas, como educação, não estavam inclusas na medida judicial, que caberia apenas para a Saúde.

Entretanto, o secretário de Administração informou que a medida se aplica a todas as áreas. "Temos 23 unidades educacionais totalmente fechadas, farmácias que deveriam estar distribuindo remédios essenciais que não atendem, entre outros. A medida estabelece a retomada dessas atividades em 48 horas", falou Grave. A multa é de R$ 50 mil por dia parado.

O diretor do Sintrasem, Márcio Bittencourt, diz que, a partir da notificação, o sindicato tem 48 horas para recorrer judicialmente da decisão, o que será feito.

Balanço da greve
Nesta segunda (12), a prefeitura divulgou que 61,22% dos centros de saúde estavam com atendimento parcial. Já 38,78% dos centros de saúde com vacinação estão abertos.

Na educação infantil 18 escolas atendem normalmente, 50 atendem parcialmente e 11 estão sem atendimento. No ensino fundamental, nove atendem, 14 têm atendimento parcial e 13 estão fechadas.
"A greve está em ascenção. Pelo nosso levantamento, de 60% e 75% aderiram a mobilização", disse Bittencourt.

Reivindicações
As reivindicações dos grevistas são com relação à questão previdenciária e ao descumprimento de acordo coletivo na prefeitura.

"[A greve é] pela retirada do projeto de lei que mexe nos servidores públicos municipais. [Pedimos] um compromisso de que o prefeito não mande mais nenhum projeto que mexa na previdência no mandato dele", explicou o presidente do Sintrasem, Carlos Eduardo Corrêa.

A prefeitura disse que busca um diálogo, mas não vai aceitar "ordens". "O que a gente pode debater é o projeto de lei. Sentar com o sindicato para avançar no projeto, explicar, desmistificar. Mas nós não vamos permitir que o sindicato dite o que o prefeito deve ou não encaminhar para a Câmara de Vereadores", afirmou o secretário da Fazenda, André Luiz Bazzo.



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