terça-feira, 23 de agosto de 2016

Reforma previdenciária

Reforma previdenciária 

A par da grave e indesejável situação de todo precária do estado brasileiro, além dos ajustes das contas públicas, é voz comum a reforma da previdência. 

Bem antes, precisamos discutir quais os motivos pelos quais os grandes devedores não pagam o que se comprometem a fazer ou mediante parcelamento, retirada das gorduras e de fraudes existentes, cumulação de benefícios e o mais grave, clubes de futebol, os maiores devedores, mesmo assim, são patrocinados pela Caixa Econômica Federal. 

Os órgãos de fiscalização deveriam coibir tal prática e simplesmente acompanhar se os maiores devedores vão ousar fraudar ou somente parcelar coisa para inglês ver, jamais terão folego e suficiente capacidade de recolhimento. 

Mas não são só as notícias truncadas e de verdadeiro terrorismo, já afirmam que o Governo não terá recursos financeiros para continuar pagando e somente quando se completar setenta anos de idade, suavizará a possibilidade de se ter como efetuar o pagamento. 

No Brasil, os salários já são achatados e a população sofre quando se aposenta, ganha o insuficiente para fazer frente ao plano de saúde e despesas de condomínio e tantas outras, talvez, aí esteja o maior problema: os aposentados, ao contrário de nações desenvolvidas, continuam a trabalhar até a morte, o que é desolador para a proteção e tutela da terceira idade. 

E a nossa previdência é mesmo imprevidente, os benefícios são pagos de forma atrasada, há muita greve e as perícias se desenvolvem com enorme atraso, o rigorismo a ser mantido evitaria muitos gargalos. 

A vinculação da receita é fundamental para que o Governo não mande o que se recolhe para Secretarias e Ministérios, mais importante, também é criarmos um modelo de previdência complementar sério e transparente. 

A reforma previdenciária já é falada há décadas e sempre a pedra de toque para retirar o País do caos e do endividamento público, porém a Europa deu conotação especial ao assunto e conseguiu arrefecer os ânimos, propondo mais contribuição e maior idade, mas, no País jabuticaba, tudo é diferente, eis que temos assimetrias as quais geram distorções e levam desde a aposentação rural àquela urbana aos graves contrastes. 

No sentido da dignidade humana, ninguém em sã consciência viveria de aposentadoria ou de pensão, o pior é que a defasagem ao longo dos anos é interminável, quem começa ganhando na faixa de cinco salários mínimos, logo perceberá que o valor recuou e necessita ingressar na justiça. 

O teto da aposentadoria, também seria imprescindível que estivesse limitado a quinze salários mínimos, no máximo, e dois salários, no mínimo, para que a população que recolheu e colaborou não fosse lesada no instante em que o beneficio fosse pago. 

É fundamental proteger o direito adquirido, mas uma forte anomalia entre previdência privada e aquela dos servidores haverá de ser corrigida, já que os que pagam ao longo de trinta ou mais anos também não podem ficar de mãos vazias. 

Uma alternativa veio a ser adotada com a aprovação da idade de 75 anos para os servidores públicos, o que, em parte, alivia a carga dos Estados no que concerne ao desembolso. Mas a reforma precisa integrar União, Estados e Municípios, sob pena de uma quebradeira geral, já que, a cada ano que se passa, o aumento da folha de pagamento é uma situação de pouca solução e quase noventa por cento da arrecadação é destinada a pagar os ativos e inativos. 

A questão é de molde a gerar um plebiscito, as mulheres poderiam se aposentar com idade mínima de 60 anos e os homens, com 65 anos, o que daria um grande fôlego e, para isso, seria fundamental, tal qual nos países desenvolvidos, que chegassem com saúde, mas não é o que acontece. 

A população trabalhadora brasileira, frente aos diversos fatores, moradia, saneamento e transporte, quando atinge uma faixa etária, já não tem mais condições boas de locomoção e atravessa sérias dificuldades para terminar sua jornada trabalhando, o aumento de vida útil também gera problemas ao caixa da Previdência, mas não se enganem aqueles que pensam que ela é deficitária, ao contrário, o orçamento é polpudo, mas a movimentação e transferência de recursos financeiros provocam circunstâncias que esvaziam a fonte de receita e tornam o sistema tripartite quase falido. 

Passados os dias do certame do impedimento político, o Governo terá que levar adiante essa relevante matéria, mas a sociedade civil e centrais sindicais acompanharão de perto os próximos passos, eis que a pior de todas as coisas que o Estado pode oferecer à terceira idade é uma velhice infeliz, com baixos rendimentos e uma inflação sem controle, o que causa preocupação, fonte de doenças e instabilidades para que o final de vida não seja recrudescido por meio de políticas públicas governamentais absolutamente desconexas com a realidade brasileira  (Carlos Henrique Abrão - Brasil 247)


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