quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Déficit fiscal atinge R$ 51 bilhões em 2016

Déficit fiscal atinge R$ 51 bilhões em 2016
Somente em julho o resultado ficou negativo em R$ 18,5 bilhões, recorde para o período, segundo o Tesouro
Ana Paula Vescovi afirma que houve um pagamento de R$ 9,8 bilhões em subsídios e subvenções no último mês/Valter Campanato/ABr
Brasília - Com a atividade econômica e o pagamento de tributos em queda, o governo central registrou em julho um resultado deficitário de R$ 18,551 bilhões, o pior desempenho para meses de julho da série histórica, que teve início em 1997. O resultado reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.

Com isso, o resultado primário nos primeiros sete meses do ano foi deficitário em R$ 51,073 bilhões, também o pior desempenho desde o início da série. No mesmo período do ano passado, o primário acumulava déficit de R$ 8,903 bilhões.

Em 12 meses até julho, o governo central apresenta déficit de R$ 163,34 bilhões, o equivalente a 2,59% do Produto Interno Bruto (PIB). O rombo fiscal deve seguir expandindo até o fim de 2016, já que a meta do governo central para este ano admite um déficit de até R$ 170,5 bilhões.

A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, afirmou que o resultado de julho está próximo e em linha com as expectativas dos analistas. Ela detalhou que houve um pagamento de R$ 9,8 bilhões de subsídios e subvenções, como o Proagro. A concentração de pagamentos no mês passado se deve a acórdãos do Tribunal de Contas da União (TCU) para que esse acerto de contas ocorra em janeiro e julho de cada ano.

“Além disso temos um crescimento acentuado do déficit da Previdência, que contrasta com o superávit do Tesouro Nacional”, argumentou Ana Paula. “A Previdência hoje é o maior fator de deterioração fiscal”, completou. No mês passado, o resultado do INSS foi negativo em R$ 11,818 bilhões e chegou a um déficit de R$ 72,260 bilhões no acumulado do ano.

Receitas – O resultado de julho representa uma queda real de 5,7% nas receitas em relação a julho do ano passado. Já as despesas tiveram alta real de 3,2%. No acumulado do ano até julho, as receitas do governo central recuaram 6,0% e as despesas aumentaram 0,8%.

O caixa do governo federal recebeu um reforço de R$ 1,9 bilhão em concessões em julho, um crescimento real de 23,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em julho de 2015, as receitas com concessões e permissões somaram R$ 1,540 bilhão.

Já os dividendos pagos pelas empresas estatais em julho atingiram R$ 24,1 milhões em julho. Não houve pagamento de dividendos no mesmo mês de 2015.

O Tesouro Nacional não divulgou os dados de receitas com concessões e dividendos no acumulado de janeiro a julho.

A secretária apontou que em julho houve o pagamento da última parcela das concessões de 29 usinas hidrelétricas leiloadas no ano passado, com a entrada de R$ 1,1 bilhão no caixa do Tesouro.

Sobre a contínua queda das receitas, Ana Paula alegou que o fenômeno vem de anos anteriores e lembrou que o governo continua o esforço de corte de despesas. “A despesa discricionária continua em queda desde 2014 e agora em julho chegou ao mesmo patamar de 2012”, destacou.

Greve – Ana Paula Vescovi afirmou ontem que o órgão apresentou um resultado resumido do Governo Central de julho devido às “contingências” decorrentes do movimento de greve dos servidores do Tesouro.

Ela também disse que ainda não é possível estimar uma data para a divulgação completa do documento do resultado do governo central de julho nem do Relatório da Dívida do mês passado, devido à paralisação. (AE)



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