terça-feira, 6 de setembro de 2016

Entenda como as contas públicas afetam a vida das famílias

Entenda como as contas públicas afetam a vida das famílias
Ao se endividar, o País passa a ter menos recursos para investir na economia, diz economista
Para entender como funciona a gestão fiscal, é possível fazer uma comparação com o orçamento de uma família. Alexandre Cabral, economista especialista no tema, pondera que a regra básica é que se gastar mais do que foi arrecadado, será preciso se financiar.

O desempenho das contas públicas nos últimos anos, com gastos em ritmo superior ao de arrecadação, teve influência direta sobre a capacidade do Brasil de crescer. Os desequilíbrios fiscais, que o governo recém empossado tenta reverter, exigem uma série de ações que começam a ser implementadas e a dar os primeiros resultados.

 Para entender como funciona a gestão fiscal, é possível fazer uma comparação com o orçamento de uma família. Alexandre Cabral, economista especialista no tema, pondera que a regra básica é que se gastar mais do que foi arrecadado, será preciso se financiar.

“Uma família que ganha R$ 1 mil e gasta R$ 800, tem R$ 200 de sobra que pode juntar para fazer um investimento futuro”, explica o professor. “Se ela ganha R$ 1 mil e gasta R$ 1,4 mil, ela está com déficit de R$ 400 e vai ter de se financiar para honrar todos os compromissos”, pondera.

O mesmo vale para o governo, quando ele arrecada mais do que gasta, registra um superávit. “Isso é bom porque o dinheiro que sobra pode ser usado para fazer vários investimentos na economia”, afirma.

Quando se está com déficit, vai ter de pegar dinheiro emprestado para cobrir a diferença. “O problema de déficit elevado é que ele vai cada vez mais precisar de dinheiro de terceiros para fechar as contas do mês”, observa.

Esses “recursos de terceiros”, no caso do governo, significa emitir dívida via Tesouro Nacional. É como se o cidadão e empresas emprestassem dinheiro ao comprar um título público e esse valor será usado para cobrir o déficit e manter a máquina pública em funcionamento.

No entanto, isso também significa tirar mais recursos da sociedade, um dinheiro que poderia ser usado para criar novos empreendimentos e gerar mais riquezas para o País. Até por isso o governo propôs um teto para a expansão dos gastos públicos, um mecanismo que ajudará a reorganizar as contas públicas e a gerar superávits.

Sem essa proposta que cria o limite, a dívida pública cresceria indefinidamente e o País enfrentaria sérias dificuldades para voltar a ter as contas no azul. Isso ainda afeta a credibilidade da economia.

Quando um País tem uma dívida controlável, o mercado percebe e quando esse governo precisar de mais dinheiro, as taxas não serão tão elevadas. “Quando a dívida sobe muito, o mercado fica preocupado se o governo deve muito comparado ao que a economia produz”, argumenta Cabral.

Com isso, juros mais elevados serão exigidos para emprestar para o governo e esse cenário também se reflete na vida das famílias. “Se o governo tem de emitir muito dessa dívida mais cara, os bancos vão perceber que ganham um bom dinheiro com ela e para emprestar ao consumidor também vão cobrir juros mais altos”, explica.



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