segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Entenda o que são fundos de pensão

Entenda o que são fundos de pensão
Trabalhador que investe pode ter renda complementar à aposentadoria.
PF deflagrou operação que investiga irregularidades em 4 grandes fundos.
Do G1, em São Paulo

Entenda como funcionam os fundos de pensão
 
O que são?
Os fundos de pensão são uma opção de investimento para possibilitar uma aposentadoria complementar ao trabalhador. Os valores dos benefícios são aplicados pela entidade que administra o fundo, com base em cálculos atuariais.

São permitidas somente aos empregados de uma empresa e aos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e também aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial.​

Oferecidos por empresas públicas e privadas aos empregados e também por associações, os mais de 300 fundos de pensão em operação no país administram, atualmente, um patrimônio da ordem de R$ 730 bilhões. O número de brasileiros beneficiados pelo sistema é de quase 7 milhões, incluindo participantes, assistidos e dependentes.

Quando o dinheiro pode ser sacado?
Quando o trabalhador sai da empresa ou é demitido.

Quais são os tipos de planos oferecidos?
Há três opções: benefício definido, contribuição definida e contribuição variável. O plano de benefício definido consiste em calcular previamente os valores a serem recebidos na aposentadoria a partir de operações atuariais. As contribuições podem ser ajustadas para garantir o pagamento dos benefícios.

Já no segundo plano, o valor do benefício complementar é estabelecido apenas no momento da sua concessão, com base no saldo acumulado resultante das contribuições feitas ao plano e da rentabilidade das aplicações durante a fase em que foram feitas as contribuições.

A contribuição variável tem características dos dois planos acima. O mais comum é aquele em que os benefícios programados, na fase de acumulação ou na fase da atividade, tenham características de contas individuais e na fase de inatividade tenham características de rendas vitalícias. Podem também oferecer para os casos de benefícios de riscos (aqueles não previsíveis como morte, invalidez, doença ou reclusão) um benefício definido.

Qual é a rentabilidade?
De acordo com balanço mais recente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), a rentabilidade média do setor estimada no primeiro trimestre foi de 5,24%, o melhor desempenho trimestral desde o quarto trimestre de 2010.

Qual a situação atual dos fundos?
No acumulado em 2015, até novembro, o déficit foi de R$ 64,9 bilhões e o superávit de R$ 13 bilhões. O chamado déficit atuarial é a diferença entre o patrimônio de um plano e seus compromissos com pagamentos atuais e futuros. Das 307 entidades que administram fundos de pensão no país, 108 apresentaram déficit no ano passado, 115 tiveram superávit e 84 tiveram equilíbrio.

Quais apresentam maiores déficits?
O déficit cresce há 5 anos e atinge principalmente fundos de pensão de estatais como o Postalis (Correios), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal) e Previ (Banco do Brasil). Segundo a Abrapp, os 10 fundos respondem por cerca de 62% de todo o déficit.

Qual é o maior fundo?
O maior fundo de pensão patrocinado por empresas privadas do país, com 15 patrocinadoras, é o Funcesp. Sua rentabilidade foi de 10,7% de janeiro a abril, mais que o dobro da meta atuarial, de 5,2% para o período.

Quais são os riscos para quem investe nos fundos?
O maior risco é o fundo não fazer o pagamento do benefício.

Quem fiscaliza as instituições?
As instituições que trabalham com planos de previdência aberta são fiscalizadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), do Ministério da Fazenda.

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