terça-feira, 7 de março de 2017

Uberlândia/MG - Auditoria será feita no Instituto de Previdência Municipal de Uberlândia (Ipremu) para analisar déficit de R$ 1,7 bilhão

Uberlândia/MG - Auditoria será feita no Instituto de Previdência Municipal de Uberlândia (Ipremu) para analisar déficit de R$ 1,7 bilhão
Autarquia municipal contratou empresa, conforme Diário Oficial.
Objetivo é apurar irregularidades e refazer cálculo atuarial.
Do G1 Triângulo Mineiro

Para saber o valor exato referente ao déficit adquirido pelo Instituto de Previdência Municipal de Uberlândia (Ipremu) nos últimos anos, a autarquia fez uma contratação emergencial de uma  auditoria financeira e tributária. A justificativa da dispensa de licitação foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) no dia 24 de fevereiro.

O G1 entrou em contato com a assessoria da Prefeitura para mais esclarecimentos sobre a atual situação do Ipremu e aguarda retorno.

Conforme a publicação, foi constatado que o déficit atual do Ipremu seria de R$ 1.781.024.518,60. O valor foi concluído após reuniões realizadas por uma comissão especial de avaliação atuarial e previdenciária, quando foi avaliado o cálculo atuarial realizado em 2016 com ano base 2015 e revisado os procedimentos previdenciários adotados pelo instituto.

Entre as justificativas, o Ipremu ressaltou que a contratação do serviço demandava caráter urgente em virtude das dificuldades financeiras vividas pelo Município, responsável por fazer repasses mensais ao instituto, como também a insegurança apresentada pelos gestores do Ipremu quanto à sua solvência futura.

Após pesquisa pelo Setor de Compras, chegou-se ao valor de R$ 16 mil para a contratação da empresa durante um período de 45 dias a partir da data de assinatura, podendo ser o contrato prorrogado por no máximo 180 dias.

No ano passado, o G1 mostrou que a situação financeira do Ipremu foi discutida várias vezes na Câmara Municipal. O motivo foram denúncias de que haviam atrasos no repasse da cota patronal e questionamentos sobre como eram feitas as aplicações financeiras pela direção do instituto. Justificativas foram dadas pelo então superintendente que, na época, esclareceu que a dívida referente aos atrasos de 2015 foi negociada e garantiu que a parte dos servidores, que são 11% descontados nos salários mensais de cada um deles, estava sendo repassada normalmente.

Outros problemas
Outra preocupação da atual gestão do instituto é quanto aos valores retidos pela Administração  Municipal anterior referentes às contribuições previdenciárias dos servidores municipais, recursos que não foram repassados ao Ipremu, que deveriam compor o capital do instituto para manter a estabilidade econômica do mesmo. A apropriação indébita previdenciária motivou uma representação criminal no Ministério Público Estadual (MPE).

Sobre o assunto, o ex-prefeito Gilmar Machado informou que, em 2013, recebeu a Prefeitura de Uberlândia com uma dívida de mais de R$ 99 milhões. Mesmo diante de várias dificuldades, entregou o Município com uma dívida de R$ 92 milhões conforme consta no Relatório da Gestão Fiscal feito pela Controladoria. Disse, ainda, que as dívidas que não foram quitadas até dezembro de 2016 fazem parte deste montante deixado.


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